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EMPODERAMENTO FEMININO
Não se Nasce Mulher, Torna-se Mulher


Ser mulher não é uma tarefa nada fácil! Foi o que o escritor Cláudio Henrique dos Santos, autor do livro “Macho do século XXI - O Executivo que virou dona de casa” disse, ao descrever: “Fui criado em uma cultura machista. Em casa, nunca lavei um prato, ao contrário da minha irmã, que, desde cedo, entrava nas divisões das tarefas domésticas”.

“A jornada dupla precisa ser reconhecida nas empresas” “Na época em que fui executivo, eu me achava o chefe mais bacana do mundo, que tratava todos os funcionários de forma igual. Só depois dessa experiência, percebi que nunca promovi uma mulher. O motivo? Eu as achava pouco comprometidas. Sempre fui muito cobrado por resultados e, por isso, precisava fazer muita hora extra. Quando olhava em volta, todas as mulheres tinham sempre partido do escritório, enquanto os homens permaneciam lá. Para mim, elas tinham me deixado na mão. Não conseguia enxergar que elas tinham ido para casa para cuidar do filho, preparar jantar, tarefas que culturalmente são impostas a elas. Quando me dei conta, minhas perspectivas viraram do avesso”.

Precisamos falar sobre o empoderamento feminino.

Nós sabemos o peso que as mulheres carregam diariamente, o quanto elas se esforçam para parecer sempre perfeitas, felizes e realizadas, com o melhor corte de cabelo, as melhores roupas e perfumes e ainda dar conta de todo o resto.

Mas o que é de fato ser mulher?

A filósofa contemporânea Simone de Beauvoir explica todo o curso da vida feminina em apenas uma frase:

“Não se nasce mulher, torna-se mulher.”

O que é possível compreender e tirarmos desta frase tão importante para o empoderamento feminino?

Simone entendia que a mulher é fruto da sociedade em que vive. O que isto quer dizer? Quer dizer que muitos dos papéis que as mulheres exercem durante a vida são colocados e até de certa forma exigidos delas, justamente por possuírem uma característica em comum, a de ser mulher (uma fortaleza).

Ser mulher neste mundo implica em certos destinos. O de ser mãe, esposa, dona de casa, delicada e ocupar um lugar secundário a posição do homem em diversos sentidos. Embora estejam conquistando melhores posições, ainda podemos contemplar muita desigualdade entre os sexos.

Simone questiona esse destino imposto as mulheres, dizendo que elas podem sim ser mães, esposas, donas de casa desde que essa seja sua escolha de vida, e de mais ninguém!

Para ser mais específico, a autora responsável pela segunda onda do feminismo no mundo (graças a sua obra O Segundo Sexo de 1949) diz que as mulheres podem ser o que elas quiserem ser, pois para isso, elas tem toda a capacidade que lhes é dada desde que nasceram.

Não se engane, o feminismo não é sobre o ódio contra homens, queimar sutiãs e deixar os pelos da axila crescerem. Em sua definição no dicionário podemos entender melhor o que significa ser uma feminista.

“Feminista: uma pessoa que acredita na igualdade social, política e econômica dos sexos.” (Sexos estes sendo: masculino e feminino)

E não, feminismo não é o oposto de machismo. Enquanto o feminismo busca a igualdade da mulher perante o homem, o machismo age com violência contra a vida e existência da mulher.

É sobre entender que a mulher, enquanto mulher pode ter a liberdade de ser quem quiser e viver a vida que desejar ter sem que lhe seja imposto determinadas regras que só recebem por terem nascido mulher.

“Fique quieta”

“Seja uma boa garota”

“Sabe cozinhar? Agora já da pra casar!”

“Sente como uma mocinha”

“Lugar de mulher é no tanque”

São inúmeras as frases que ouvimos durante a vida que nos preenchem com um senso de que a mulher só pode ser de um jeito e se não for assim está errado.

Como se fosse inconveniente a expressão de suas emoções, vontades e desejos enquanto seres humanos.

Elas são de fato forças da natureza, afinal, quem mais aguentaria viver com todos esses pesos de ter que se adequar a uma caixinha invisível que diz o que é ser mulher e ainda ter tempo para cuidar de suas crianças, marido, emprego (pois muitas delas já conquistaram a chance de poder trabalha fora) e das mil e umas preocupações que surgem na frente de cada uma delas.

Realmente, não é uma tarefa fácil, entretanto, as mulheres do século XXI já deram um passo gigantesco para o futuro, um passo menos desigual se comparadas com as mulheres de antigamente.

No filme de 2015, As Sufragistas, podemos ver um pouco do que as mulheres de uma geração anteriores a de hoje sofreram para que pudesse usufruir de direitos básicos como trabalhar fora de casa, ganhar um salário não tão inferior ao do homem, poder votar, entre outras oportunidades.

A história conta o drama real da vida de mulheres que abriram caminho para as conquistas que temos hoje.

Ambientado em 1930, o filme conta de forma realista o sofrimento em ser mulher naquela época. Maud Watts trabalha como lavadeira em uma fábrica têxtil desde sua pré-adolescência. De realidade sofrida, Maud encontra na profissão a forma de levar a vida, e com isso, conhece seu marido e torna-se mãe de um adorável menino.

O trabalho é desgastante e não garantia nem ao menos o mínimo para se ter uma vida segura e confortável.

¹ O fenômeno histórico que possibilitou as mulheres saírem de casa para trabalhar fora aconteceu durante a primeira guerra mundial, em que os homens saíam de suas casas para lutarem pelo seu país enquanto as mulheres ficavam no país e se tornavam responsáveis pelo sustento de sua família e da nação. Enquanto os homens não estavam, ficava a cargo delas, realizarem funções antes ocupadas por eles, elas cuidavam dos hospitais, das fábricas, ocupavam lugares na marinha, entre outros cargos de importância.

Mesmo tendo adentrado campos antes desconhecido pelas mulheres, elas ainda ganhavam um salário inferior aos homens enquanto eram obrigadas a trabalhar ainda mais por isso.

Suas jornadas de trabalho eram duplas podendo chegar a até 16h por dia enquanto ganhavam centavos por sua produção, além de viverem em um ambiente de trabalho hostil, em que aconteciam abusos sexuais e psicológicos por parte de seus chefes.

Sim, isso faz parte de nossa história! E o filme retrata como Maud conseguiu fazer parte de um movimento que se denominou The Suffragettes, ou em português As Sufragistas. A primeira onda do feminismo no mundo.

Movimento esse que reivindicava melhores condições de trabalho para mulher, exigindo um salário semelhante ao do homem que ocupava o mesmo cargo que ela, bem como o direito de votar em eleições políticas, o que até aquele tempo era restringido apenas para homens.

E disso nascia a questão de empoderamento feminino.

Empoderar a mulher significa dar voz a mesma, enquanto é fortalecido o papel delas na sociedade. Empoderar é o ato de tomar poder sobre si. Poder este que foi tirado a cada dia, a partir do momento que elas foram moldadas para ser o que alguém queria que elas fossem e não o que desejam ser.

O empoderamento feminino é uma das chaves cruciais para o sucesso pessoal em todos os campos da vida feminina.

Em casa elas estão dispostas a dividir as tarefas com os maridos, afinal, a louça que ficou para lavar foi utilizada por ambos não é mesmo? E, possivelmente, os dois trabalharam fora o dia todo, não seria nada mal receber a colaboração masculina.

Ao ensinarmos nossas crianças a respeitar as diferenças e buscar uma igualdade entre elas, estamos formando de maneira responsável uma geração que não reproduz discursos de ódio e inferioridade, seja com mulheres, seja com o diferente.

Quando uma mulher se empodera ela entende que não é um corpo perfeito que a define, pois ela se sente linda do jeito que é. Ela compreende que a vida é mais do que as coisas que disseram que ela poderia fazer ou que disseram que ela seria.

A mulher empoderada sabe traçar os seus próprios caminhos em busca da vitória. Pois ela reconhece a sua força, sua capacidade e potencial. O que a ajuda a construir uma carreira sólida e um ambiente de respeito e igualdade dentro de casa.

A mulher empoderada fortalece outras mulheres ao invés de colocá-las para baixo, pois reconhece que não há necessidade de competição em um mundo que já exige muito de nós mulheres.

A mulher empoderada constantemente sai de sua zona de conforto em busca de suas conquistas, querendo sempre mais e indo além do que acreditava poder ir. Ela não possui correntes, é livre para seguir sua vida sendo quem bem entender.

A mulher empoderada reconhece em sua escolha a liberdade de viver e desfrutar o seu sucesso pessoal

Até breve e Gratidão. 

#EuAcreditoEuFaço

Marcos Torres Leão 

Master Coach Ericksoniano e Constelador

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