Blog

#EuAcreditoEuFaço





A Modernidade e o Mundo em Tempos de Intolerância

Em um mundo hiper conectado, para onde nossa atenção é direcionada? 

Com o fenômeno da globalização ainda muito recente e impulsionado pelo enorme avanço da tecnologia em pouco tempo, o ser humano se vê ainda mais exposto a estímulos externos que desviam o foco do nosso cuidado com nós mesmos. 

A globalização permite que ao mesmo tempo em que estamos sozinhos em um quarto, estejamos conectados por apenas um click com toda a nossa rede de amigos e com o mundo todo! 

Fenômeno este muito popular pela facilidade em estabelecer uma rede de diálogos instantâneos com as pessoas, não importando a distância em que se encontrem, além de nos permitir checar informações e notícias do mundo inteiro e a compartilhar conhecimento. 

Claro, a popularização da comunicação pode ser utilizada para muita coisa boa, mas será que a administramos de forma saudável para nós mesmos? 

Onde está o meio termo em nossas vidas, entre nos atentarmos às nossas necessidades físicas e espirituais e lidarmos com a carga que recebemos desse mundão? 

Além de todo esse agito do mundo exterior ainda temos que lidar com as nossas questões pessoais que não são nada fáceis não é mesmo? Realmente, os problemas parecem surgir de todos os lados quando menos esperamos e nas horas que mais precisamos de um tempo para relaxar e refletir. 

Pressão familiar, ausência de dinheiro, exigências que surgem no trabalho e na faculdade são alguns dos fatores mais comuns que nos separam cada vez mais do cuidado e atenção que devemos ter com nós mesmos. 

Um ciclo muito perigoso que pode te levar a desacreditar de si mesmo, a diminuição da autoestima e até mesmo a perda de um propósito de vida. 

Viver no piloto automático se torna uma fuga segura. Presos numa rotina que nos sufoca e que não nos impulsiona a pensar, a sonhar e ter maiores ambições. 

Em um dos sucessos da carreira da renomada atriz Meryl Streep, O Diabo Veste Prada, conta a história do ponto de vista de Andrea interpretada por Anne Hathaway, uma jornalista recém-formada em busca de uma oportunidade de emprego. 

Andrea pretende trabalhar com o jornalismo totalmente diferente, algo que se liga com o mundo da moda, porém, seu currículo acaba indo parar na editora da revista Runaway em Nova York. Uma das mais conceituadas revistas fashion comandada pela megera Miranda Priestly. 

Andrea nunca havia ao menos lido a revista, com total desconhecimento quanto ao mundo da moda ela embarca nessa aventura. A garota percebe que precisa se vestir adequadamente, bem como se tornar uma profissional mais elegante e competitiva para não perder a sua vaga e ganhar a confiança e reconhecimento de Miranda, que por sinal era algo difícil, 

Ao decorrer do filme podemos ver a personagem se perdendo na essência de quem realmente era e de quem almejava ser no futuro, ao mesmo tempo em que ela descobre nas mudanças de sua vida inúmeras possibilidades de vir a ser quem nunca quis, uma pessoa cheia de status, porém que não tinha mais vida social. 

Seria uma carreira profissional o bastante para fazê-la abandonar seus valores éticos e morais construídos durante uma vida? 

Andrea se adapta no campo da moda com o tempo, mas percebe que o piloto automático que havia se inserido tanto na sua rotina anterior a revista Runaway quanto pós-revista não eram o melhor estilo de vida para ela.

Desta forma, o filme traz uma ênfase sútil às decepções que acumulamos ao longo da vida com coisas e pessoas, o que nos faz acreditar que merecemos uma vida que não nos faz feliz e que só nos desgasta física e emocionalmente. 

O desafio de trabalho para Andrea não se volta apenas ao lado profissional, pois a mesma consegue com muito trabalho conquistar a confiança de Miranda. O filme versa também sobre escolhas pessoais e se encontrar no mundo. 

Ele mostra de forma verdadeira como algumas situações do cotidiano podem causar um impacto direto naquilo que fazemos ou no que deixamos para alcançar nossos objetivos. 

O dilema pessoal de Andrea poderia ter sido evitado se ela decidisse se voltar às necessidades e valores que constituem quem ela é. Muitas frustrações podem ser evitadas quando investigamos mais a fundo quem somos e o que queremos para nossa vida no momento. 

Não é sobre não se arriscar e sim sobre construir uma mente que conhece seus limites, defeitos e qualidades. Uma mentalidade focada na aprimoração de um pensamento vencedor de obstáculos. 

A formação de um propósito de vida deve se constituir a partir do autoconhecimento. Em que estamos dispostos a investigar nossas características, medos e inseguranças mais profundos, bem como, transformá-las em alavanca para o sucesso pessoal. 

Não se deixar cair na automaticidade da rotina é essencial. Afinal, tantas obrigações, pessoas nos dizendo o que fazer, o que falar e o que pensar podem ¹alienar por completo quem somos. 

¹ De acordo com o dicionário on-line Significados o conceito de alienação é dado pela: “Diminuição da capacidade do indivíduo em pensar ou agir por si próprios. Os indivíduos alienados não têm interesse em ouvir opiniões alheias, e apenas se preocupam com o que lhe interessa, por isso são pessoas alienadas.”

O piloto automático é o grande responsável pela alienação da nossa rotina, em que estamos propensos a reproduzir falas que não nos representam enquanto pessoas, aceitar notícias que nem ao menos são verdadeiras, ou acreditar em falsos profetas. 

Para que este processo não tome conta de nossas vidas é necessário que estejamos abertos a descobrir e dialogar com o diferente. 

Sair da zona de conforto é um passo eficaz para alcançarmos nossas metas e objetivos bem como para crescermos enquanto seres humanos. Como o nome já diz, sair da zona de conforto representa sair do cômodo, do quentinho, do que parece mais confortável. Basta olhar para a história do mundo, grandes coisas só foram conquistadas por pessoas que decidiram navegar além de suas terras. 

Não abandonar quem você é também é entender que tudo muda e se transforma. Inclusive nós mesmos. Imagina só que chato permanecer a mesma pessoa durante uma vida inteira? 

Assim como os dias se tornam noite, as horas passam e nós descobrimos cada vez mais coisas sobre nós mesmos. Enquanto se vive, sempre há tempo para aprender e apreender vivências únicas. 

Em uma de suas obras mais famosas, o filósofo e sociólogo contemporâneo Zygmunt Bauman aborda o conceito que chama de “Modernidade Líquida”, em que o ser humano se encontra cada vez mais individualista e egoísta em um mundo em que as relações se dão principalmente pela tecnologia. 

O ser humano se torna um “sujeito líquido” que se identifica com tudo, mas ao mesmo tempo não sabe de fato quem é. 

Bauman fala sobre o tempo presente, em que as relações humanas são abandonadas para vivermos em um mundo mais automatizado. Com isso, nossas relações com nós mesmos e com o mundo se tornam cada vez mais frágeis, diminuindo laços e afeições ao próximo. 

O autor se inspira também em um psicanalista famoso até os dias atuais, Freud, que, em sua obra “O mal estar da civilização” dialoga sobre como o ser humano na idade moderna é capaz de trocar sua liberdade por uma falsa ideia de segurança. O que acaba gerando um mal estar geral, afinal, quem somos nós sem a nossa liberdade de nos expressarmos e nos conhecermos enquanto pessoas? 

Para viver uma vida mais cuidadosa enquanto nossos sentimentos e vontade é necessário que cuidemos do caminho que estamos trilhando no mundo, bem como o que deixamos para as gerações futuras. 

Um legado de sucesso pessoal só se constrói quando abandonamos o egoísmo gritante do nosso ego e estabelecemos um diálogo baseado na paixão pelos nossos sonhos, objetivos e pelo mundo.

Se você deseja conhecer mais conteúdos como este aqui, me siga nas redes sociais.

Até breve e Gratidão.
Marcos Torres Leão
Master Coach Ericksoniano e Constelador

Inscreva-se aqui e não perca nenhuma novidade!
Insira seu e-mail abaixo para receber nossas novidades
Feito com