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A Verdade Sobre a Autoajuda


Você já se pegou passando por uma livraria entre os livros e deu de cara com a sessão de autoajuda? Ou quem sabe foi procurar por alguns livros com a temática e tentou passar despercebido como quem não quer nada?

O que é a autoajuda? Como surgiu? Para que? Quais pessoas precisam recorrer a ela e por que precisamos recorrer a ela?

Se você está lendo esse texto garanto que considera este espaço um ambiente saudável livre de julgamentos, ou talvez esteja aqui como um visitante curioso pronto para desmistificar mitos e verdades acerca da vida. O importante é que você está aqui, seja bem vindo!

Um dos maiores tabus da sociedade atual, juntamente com os diálogos sobre a saúde mental é o de quando se deve recorrer a autoajuda.

Um assunto que gera inúmeras controvérsias. Existem aqueles que acreditam piamente que a autoajuda, ajuda de fato e aqueles que a deixam de lado, como quem dá de ombros. Mas deve se admitir que dentre as listas de best sellers os livros de autoajuda saem ganhando anos após ano.

Com os números não se pode discutir. Para os crédulos procuro mostrar o caminho para fazer essa história dar certo. Acompanhe!

É verdade que com as inúmeras mudanças no mundo estes assuntos estão cada vez mais sendo “popularizados” e virando pauta de discussão nos mais diferentes ambientes, sejam eles universitários, de trabalho e até mesmo dentro de casa.

Temas por muitas vezes sensíveis que merecem certo tato ao serem tratados pelas pessoas e por nós mesmos.

Para que comecemos uma discussão saudável sobre o que é a autoajuda e como desmistificá-la é necessário compreender alguns pontos.

Todo mundo, sim, todos precisam dela. É fato de que as pessoas são diferentes umas das outras e por isso vivenciam as experiências de forma diferente. O que uma pessoa pode achar o fim do mundo pode ser algo que você encara muito facilmente e vice versa. Da mesma forma que lidamos de maneira diferente com os nossos sentimentos e com as situações que nos são dadas.

O modo em como lidamos primariamente com as coisas parte de diversos campos na nossa vida. Pode ser moldado pela forma em que fomos criados pelos nossos pais, pelas nossas primeiras experiências sociais na escola, ou no seu primeiro emprego, por uma desilusão amorosa ou com alguém muito próximo além da educação religiosa.

Nós seres humanos somos como páginas em branco nas quais nossas experiências são impressas conforme vivemos nossos dias. Ou como o filósofo John Locke defendia, o homem é uma tábula rasa pronta para ser escrita pelos acontecimentos de sua vida.

Em seu livro Ensaio Acerca do Entendimento Humano, ele diz que o ser humano é uma folha de papel em branco pronta para ser preenchida pelas suas ações e escolhas durante a vida. Como num processo em que você afeta o mundo e por ele é afetado. Assim somos nós indivíduos, em constante transformação, verdadeiras metamorfoses ambulantes como tocou Raul.

O que acontece conosco nos modifica na mesma intensidade que temos o poder de transformar o mundo ao nosso redor. E isso é muito importante, pois assim começamos a assumir o papel de agentes transformadores de nossas próprias vidas.

O empirismo de John Locke diz que só se aprende vivendo, então assim, vivendo é que procuramos os subterfúgios para sobreviver durante os nossos dias.

Você pode procurar a autoajuda pelos mais diversos motivos. Seja para dar um norte em quem se é, seja para dar um sentido maior à sua vida.

Nos períodos de dificuldade, muitas pessoas buscam os livros de autoajuda acreditando encontrar exemplos e situações parecidas que possam ajudar a superar seus problemas.

Ou talvez você só esteja procurando-a por uma curiosidade maior em desvendar esse “bicho de sete” cabeças ou “manual da vida.”.

Os livros de autoajuda, geralmente, são buscados por quem pretende aprimorar seja emocionalmente, intelectualmente, espiritualmente ou economicamente. E o interessante é justamente isso, a diversidade do tipo de pessoas que a procuram, não existe um tipo específico.

A autoajuda não é um bicho de sete cabeças, muito menos um manual para a vida. Ela é mais como um guia que o ajuda a dar os primeiros passos, serve como uma muleta para o enfermo.

No final das contas, como diz o nome “autoajuda” as reais ações e mudanças devem partir de você. Não adianta nada lermos todos os livros do mundo se não aplicamos ao nosso dia a dia. Nos livros se aprendem as lições, na vida se aplica os exercícios.

Também não adianta se você se revestir de preconceitos e negatividade. É necessário acreditar no poder do eu e quando digo isso quero dizer no poder que você e só você tem de mudar a sua própria vida.

Desbloqueando suas crenças limitadoras você faz com que um novo mundo surja ao seu redor. Um mundo mais colorido e cheio de possibilidades onde toda a realização está a uma ação de distância.

Sempre que enchemos nossa cabeça de preconceitos (muitas das vezes sem querer) estamos nos fechando completamente a mundo novo a ser descoberto. Mundo esse que pode nos apresentar muitos benefícios.

Observe que não estou te dizendo para se desvencilhar completamente dos seus valores e crenças e sim para dar espaço ao novo e desconhecido pois este pode apresentar até mais benefícios que o antigo, velho.

Mas como se tornar uma pessoa apta a conhecer novas coisas e a experimentar novos prazeres da vida? Existe um guia para isso? Existe um manual para acertar sempre?

Bom, diria que para acertar sempre não, pois tal feito é impossível até para os mais bem-sucedidos. Mas existe a autoajuda para te guiar por um caminho menos tortuoso.

É só pensar sobre a seguinte lógica, livros e leituras em geral nos agregam conhecimento. Conhecimento é a única coisa que não podem tirar de nós enquanto pessoas. O conhecimento fica mesmo quando tudo se vai. Leitura é conhecimento. Todos os livros possuem o potencial incrível de nos ensinar algo, sejam eles de autoajuda, sejam ficções, romance, terror e comédia.

Ao ler estamos (comprovadamente) despertando partes do nosso cérebro que nos ajudam a sermos pessoas de raciocínio ágil, nos tornamos pessoas mais comunicativas que se expressam e entendem melhor diferentes tipos de diálogos e pessoas que sabem utilizar das palavras como sua grande fonte de convencimento e persuasão.

É o que eu sempre digo: Quer ser uma pessoa interessante? Leia! Invista em livros, invista na sua educação e conhecimento.

Os livros de autoajuda além de trazerem toda essa bagagem que só a literatura pode te proporcionar, ainda vem com o bônus de te ajudar de alguma forma a compreender como se dão e porque se dão as situações da vida.

Acabamos identificando de forma mais fácil os problemas e eliminando-os pela raiz, sem permitir que eles cresçam e tomem grande parte de nossa vida. Pela autoajuda podemos nos identificar com o que se passa no livro e justamente essa sensação de identificação faz com que as situações apresentadas sejam uma forma nova de aprender a ver o mundo. Todos os livros que lemos podem nos ajudar de algum jeito.

Agora voltando à semântica da palavra, autoajuda, vem do querer se ajudar. O que implica que nós, somos os grandes arquitetos e construtores do nosso destino.

A nossa mente trabalha num constante processo de associação de informação. Mas o que isso quer dizer? Quer dizer quer ela é responsável por “amarrar” as informações que são dadas a nós. É ela que atribui significados, lógica e importância às coisas. Ela associa objeto x a objeto y de tal modo em que uma ação gera uma consequência.

É a nossa percepção que cria a nossa realidade e gera os efeitos que acontecem em seguida na nossa vida.

Nisso mora a importância de sabermos escolher entre o certo e o errado. E a autoajuda faz realmente esse caminho, de te apresentar rotas como num gps, pelas quais você possui o livre arbítrio de escolher seguir um caminho qualquer ou o dado pelo gps.

É possível confiar num livro de autoajuda?

Sim, é possível confiar num livro de autoajuda. Mas devemos ressaltar que muito do seu sucesso depende da sua ação logo após ler cada página.

Se nos colocamos dentro de um mindset onde tudo parece negativo ou não funciona, onde pensamos que tudo só dá errado e irá falhar, assim serão o resto dos nossos dias.

Para cada projeto que iniciamos na vida, é necessário antes de tudo acreditarmos no sucesso, ter um mindset positivo diante todas as situações possíveis. Afinal, você sabe que tudo que nos propomos a fazer na vida pode dar muito certo da mesma maneira em que pode dar errado. Mas se não partimos de um ponto que deseja fazer algo e faz, nunca realizaremos nada. E o que é uma vida sem realizações? Uma vida sem sonhos que me permita dizer é uma vida perdida.

O seu sucesso bem como o sucesso de um livro de autoajuda depende da sua resposta ao que é lido. Cada lição só pode ser aplicada e vivida por você. Tenha força de vontade.

Manter se positivo e confiante também pode ajudá-lo nos mais aspectos da vida tanto físicos e mentais. A vida é um grande processo onde todos os dias nos encontramos repetindo os mesmos padrões e lições até que eles deem certo. Mas é importante fazer isso de forma inteligente para que os padrões que já não funcionam mais (ou nunca funcionaram) sejam eliminados em prol de uma vida mais saudável e uma rotina mais eficiente.

Tenha em mente que cada um tem um propósito em mente e sua vitória e esforço não devem ser comparadas aos outros. Dê um tempo a si mesmo e fortaleça-se com bons hábitos de leitura e de vida.

O cérebro também é um músculo que deve ser exercitado diariamente. A leitura faz tão bem quanto um exercício físico e deve ser aplicada ao dia a dia de quem pretende se auto ajudar no caminho em busca de um sucesso pessoal. 

Até breve e Gratidão. 

#EuAcreditoEuFaço

Marcos Torres Leão 

Master Coach Ericksoniano e Constelador

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